ALBORADA - SAYRI ÑAN

1.06.2013

PERSEGUINDO UM SAPO - ENCONTRANDO ATLÂNTIDA??



Para os Incas os sapos eram animais dotados de poderes mágicos. Las lendas contam que no lago sagrado, o Titicaca, jogava-se um jogo místico, no qual El Sapu 
(O Sapo) era o personagem mais importante. La família do Inca atirava peças de ouro no lago, na esperança de chamar a atenção de algum sapo. Se o animal, considerado mágico, saísse até a superfície e agarrasse, com a boca, a peça de ouro, no mesmo instante, ao sortudo jogador era concedido um desejo e o sapu se tornava de ouro. Em homenagem a muitos desejos que se tornaram realidade, o Inca, filho do Sol, mandou fazer um grande sapo de ouro, com o qual toda a realeza se divertia. Era um jogo de suspense e habilidade, acompanhado de danças e muita alegria: PUKLLAY SAPU (Jogar Sapo).


Atualmente a lenda se materializou, convertendo-se em um dos jogos mais populares da América Latina: o sapo ou a rã.
Em toda a América é comum, ainda hoje, encontrar o jogo, tanto nas cidades quanto no campo. Os pequenos móveis, elaborados de diferentes materiais, para se jogar o Sapu, podem ser encontrados tanto em casas quanto em lugares públicos,

* O jogo é muito simples: para as mulheres, a uma distância de cinco passos, e para os homens, sete passos, joga-se seis argolas, feitas de bronze, em uma mesa com vários buracos de diversos valores. A parte mais estratégica e difícil são dois sapos de metal, um maior e outro menor, com as bocas abertas para as argolas: o ganhador é o que obtém o maior número de pontos.
O móvel propriamente dito, o sapo, elaborado em madeira e metal, consta de uma cara, situada na parte de trás do jogo, além de um sapo pequeno, no centro do campo, e uma rã maior.

                              jogo do Sapu nos dias atuais



Os sapos nunca me atraíram, nunca me pareceram bichos interessantes, mesmo quando eu soube que um príncipe poderia estar escondido em um deles. 
Toda garota quer encontrar seu príncipe, então, a gente sempre espera (se necessário, para sempre); se acontecer, nunca mais olharemos um sapo da mesma maneira. 
Talvez porque todas as meninas sejam princesas que esperam pelo príncipe, superamos o asco pelos sapos e deixamos a imaginação em um campo de lenda pessoal que faz fronteira com a realidade, cercado por muralhas de medo. Esperamos que um só homem, bonito e adulto, possa converter, em um único beijo, nossos sonhos em realidade - porque não é o príncipe que desejamos, o que, na realidade, procuramos é "sermos donas de nossa própria vida", porém, não sozinhas.

Infelizmente, ou felizmente, não sei, geralmente ficamos com a boca aberta, cheia de baba, como sapos (ou rãs) de um jogo qualquer, sem nenhum príncipe e, pior, sem nenhum sapo, isto é, sem uma realidade para agarrar.




Meu sapo pessoal me escapa, das mãos, o tempo todo, fugindo para a realidade fora dos sonhos, usando máscaras que o fazem parecer mais príncipe do que nunca, tomando caminhos cada vez mais distantes. Eu não quero que ele seja meu príncipe. Será?? Gostaria, apenas, de realizar um desejo quando dou a ele o meu ouro...


Procurando sapos no lago Titicaca, lancei-me nas águas turvas e ...




LAGO 
TITICACA



  
Uma expedição realizada por peritos da Akakor Geographical Exploring, descobriu as ruínas e restos do que seria uma cidadela Inca (1) escondida nas profundezas do lago. A oito metros de profundidade, os mergulhadores puderam apreciar paredes de pedra, perfeitamente ajustadas, umas com as outras, muito semelhantes às encontrados em Machu Pichu. Dentro da cidade submersa, também foi encontrada uma plataforma de pedra com figuras de cerâmica, que coincidem com altares de locais sagrados.

A expedição também teria encontrado uma estrutura de formação rochosa que se ergue na água com 20 metros de diâmetro e de até três metros de altura. Sobre ela, teria surgido uma estátua de pedra em forma de lhama, um animal nativo da Cordilheira dos Andes, característico das montanhas peruanas.


O povo Aymara do altiplano boliviano sempre contou histórias de uma cidade perdida sob as águas: Sanaky, a Atlântida da América do Sul. 
Histórias de uma misteriosa ilha no Lago Titicaca (o lago navegável mais alto do mundo), com uma entrada escondida para corredores e passagens subterrâneas, construídas pelos Incas.

Em agosto de 2000, com mergulhadores, a empresa italiana  de exploração geográfica Akakor, realizou uma série de mergulhos nas águas turvas do Titicaca. Guiados por um antigo caminho de  2.300 pés de comprimento, agora sob a água, 18 cientistas da missão descobriram os restos de um templo de pedra de 660 pés de comprimento e 160 pés de largura, entre 65 e 100 pés abaixo da superfície da água. Foi descoberto um terraço, um muro de contenção de 2.600 pés de comprimento, com uma pedra de âncora, vasos e ossos de animais como a lhama ou alpaca, que podem ter sido mortos em ritual de sacrifício. Estruturas que pressupõem a existência de uma civilização organizada de cerca de 5.000 anos de idade. A 70 metros ou mais de  profundidade  o equipamento robótico subaquático da missão conseguiu  fotografar vasos de cerâmica, um ídolo de ouro maciço, estruturas, e o que eles pressupõem ser  muros de contenção.



As ruínas submersas, entre a península de Copacabana na Bolívia e a Ilha do Sol, casa do Templo do Sol, de onde diz-se que nasceu a civilização inca, datam de entre 1500 e 1000 anos, antes do surgimento do Império Inca, quando o povo de Tihuanaco ocupou as margens do Titicaca.


As ruínas submersas poderiam ser os restos da lendária cidade de Aymara, ou poderiam ter sido assimiladas pelo próprio  Império Inca.
No entanto, apesar do impacto causado na imprensa  a comunidade científica tem-se mantido cautelosa. A primeira vez que a equipe Akakor investigou o lago, em sua expedição "Atahuallpa 2000", um dia após o anúncio a expedição foi embora sem deixar nenhuma prova fotográfica ou audiovisual de sua descoberta. A partir de então, os estudiosos começaram a questionar a credibilidade dos cientistas. Além disso, eles foram acusados ​​de não levar em conta os resultados de expedições anteriores que já haviam detectado vestígios nas águas do lago.


O que parece ser "a lenda da lenda" necessitaria de algumas provas científicas, como fotografias, por exemplo, por parte da empresa. Mas eu não posso deixar de pensar que tenho de ser magnânima a respeito disso, porque eu mesmo estou lutando para deixar de ser uma lenda e tornar-me realidade...
Muito bem, neste vídeo do youtube, feito por especialistas da equipe Akakor podemos ver algumas imagens mostradas nos noticiários da televisão italiana em 2004 (em italiano).




Falta muito para que a comunidade científica chegue a uma conclusão. Por enquanto todas as descobertas estão na Bolívia aos cuidados da UNAR (Unidade Nacional de Arqueologia) e sob e estudo do Dr. Eduardo Parejas, arqueólogo da expedição. Se é a Atlântida, ou não, talvez nunca tenhamos certeza mas, certamente, o que é mais importante é o impacto que isso terá sobre as teorias andinas, embora sobre isso nem a Ciência ainda saiba..

* Akakor é, supostamente, uma cidade perdida, que se encontra nas regiões de fronteira da Amazônia brasileira cuja origem é pré-colombiana.



(1) Com toda certeza, não são ruínas Incas, porque tem cerca de 5.000 anos. Os Incas viveram, apenas, cerca de 100 anos e foram extintos há 500 anos (o Império Inca terminou em 1533).