ALBORADA - SAYRI ÑAN

2.23.2012

MANCO INCA - JOGO DE MORTE EM VILCABAMBA (IMPÉRIO INCA)

          (vista interior do Palácio de Sayre Topa)




"Este fim teve Manco Inga Yupanqui, filho de Huaina Capac, senhor universal deste reino,
 tendo, desde que deixou Cuzco, pelas humilhações e tirania de Hernando Pizarro e seus homens, passado inúmeros trabalhos e desventuras de um lado e de outro, seguido e perseguido pelos espanhóis, dos quais, vencido e vencendo, escapou milhões de vezes, tudo para preservar a sua liberdade, e o que, tantas vezes, o marquês Pizarro e seus irmãos, e outros capitães, não puderam fazer, com tantos soldados e índios amigos, acabou e concluiu Diego Mendez, mestiço a quem, e a seus comparsas, Manco Inga havia
recolhido e protegido e feito o bem em sua casa, para que se veja até onde chega uma traição. "(Murúa)


Recorrí a Frei Martin de Murúa para entrar em uma época na história em que as grandes revoluções dilaceravam os  Andes em todas as direções.
Naquela época, muitas lutas aconteciam como resultado da morte de Don Diego de Almagro. Determinados a vingar sua morte, o Capitão Joan de Herrada e outros amigos dele, conspiraram, na Ciudad de los Reyes (1), levando consigo o filho de Almagro, que tinha o mesmo nome de seu pai.

Então, conjuraram e foram para a casa onde vivia o Marquês Don Francisco Pizarro, matando-o e ao Capitão Francisco de Chaves, levando o corpo do Marquês e arrastando-o pela praça. Muitas pessoas se juntaram a eles, todas as que haviam seguido Don Diego de Almagro, tomando seu filho como líder. Quando Vaca de Castro chegou, enviado pelo Rei de Espanha, reuniu aos que eram leais ao serviço de seu rei, enfrentando Don Diego de Almagro, o moço, em Chupas, a duas léguas de Guamanga. Então, aconteceu a batalha e foi desbaratado Don Diego de Almagro, que  fugiu para Cuzco, onde foi preso, e teve a cabeça cortada por ordem de Vaca de Castro.


Da batalha de Chupas, quando foi desbaratado Don Diego de Almagro, o moço, fugiram Diego Mendez, o mestiço, Barba Briceño e Escalante e outros soldados, no total treze companheiros. Fugiram pelas montanhas até Vilcabamba, onde estava Manco Inca, que os recebeu muito bem. Disseram-lhe que viriam a servi-lo muitos espanhóis e que, com eles, tornaria a recuperar sua terra e venceria, arrancando os espanhóis que estavam nela. Disseram isso a Manco Inca, temendo que os mandasse matar e para lisonjeá-lo e obter sua gratidão. Quanto a Manco, ele lhes dispensou um ótimo tratamento em tudo, sem a intenção de prejudicá-los, o que os fez perder o medo.

"Passados alguns dias, Manco Ynga soube, através dos espiões que tinha, em Cuzco e em outros lugares, como um curaca chamado Sitiel, caçoando de Manco Ynga, na presença de muitos cristãos, disse a Caruarayco, chefe de Cotomarca: vamos prender Manco Ynga em Vilcabamba e Caruarayco será Ynga e Senhor, e todos nós o obedeceremos e Manco Ynga o servirá e conduzirá a tiana, que é o assento onde os chefes e principais se assentam. "(Murúa)

Ao saber disso, Manco sentiu-se muito magoado e imaginou como vingar-se daquela insolência que Sitiel fizera, tomando como grande afronta o atrevimento de seu súdito ao dizer tal coisa. Disse a Diego Mendez, e aos demais, que fossem prender àquelas pessoas e eles disseram que sim, e ofereceram-se com grande disposição. De acordo com Murúa, Manco Inca mudou de ideia porque pensou que eles estavam muito cansados ​​de tudo o que lhes acontecera e decidiu enviar seus homens mais corajosos, todos os capitães que estavam com ele e todos os seus próprios capitães, ficando com, apenas, quinhentos para sua guarda pessoal. Ordenou-lhes que fossem com toda a pressa possível, agindo na surprêsa, e tentassem trazer vivos Sitiel e Caruarayco. Desse modo, partiram para cumprir sua ordem, prontamente.

"Ninguém há de negar quão feio e abominável vício seja o da ingratidão, porque fazer o bem a quem me fez mal é obra de cristão... "(Murúa)


Diego Mendez Barba e seus companheiros só  escaparam com vida porque foram acolhidos e amparados por Manco Inca que, em vez de tratá-los como inimigos, dos quais tantos prejuízos havia recebido, acolheu-os e deu a eles de comer e beber, e os manteve em sua companhia, fazendo-lhes todo o bem possível.

Manco Inca, após ter enviado seus capitães e sua gente, manteve os espanhóis junto de si. Com um ótimo  tratamento e cortesia, em sua presença, mandava que se colocasse a mesa e lhes dessem de comer e beber, abundantemente, obsequiando-os, como se estivessem em casa.
"Já os espanhóis parece que estavam enfadados de tantos presentes e fartos de estarem ali, e quiseram voltar a Cuzco, aqui fora, e não sabiam como fazê-lo com segurança, para que a eles não prendesse Vaca de Castro, e combinaram, entre si, uma enorme traição. "(Murúa)

Conspiraram para matar Manco Inca e, matando-o, pudessem fugir incólumes,  pensando que, por aquele serviço tão notório, Vaca de Castro iria perdoá-los e fazer-lhes concessões porque, dessa forma, a terra seria pacificada. Diego Mendez decidiu matá-lo quando a  ocasião se apresentasse, antes que as pessoas que tinham ido prender Sitiel e Caruarayco voltassem, porque depois disso seria mais difícil, pois eram muitos os que estavam com Manco. Assim, buscaram a oportunidade para executar sua intenção infeliz.


A Murúa (2) a tarefa de dizer como tudo aconteceu...

"Certo dia jogavam boliche (3) Manco Ynga y Diego Méndez e, no jogo, Diego Méndez ganhou certa prata de Manco Ynga, que logo foi paga e, tendo jogado por algum tempo, disse que não queria jogar mais, que estava cansado, e mandou que trouxessem um lanche, e quando o trouxeram, Manco Inga disse a Diego Méndez e aos outros: vamos comer, e eles responderam que sim, e se sentaram com muita alegria, e comeram o que haviam trazido, ali, com o Ynga, o qual andava receoso dos espanhóis, porque os via andar cautelosos e portar armas, secretamente. Assim, teve um mal pressentimento de que lhe quisessem fazer alguma traição, pois estava com pouca companhia e, quando acabaram de comer, disse-lhes que fossem repousar, que ele queria se divertir com seus índios um pouco, e eles lhe disseram que logo iriam, e começaram os espanhóis a zombar uns dos outros, com palavras, brincando, para fazer Manco Ynga rir, porque ele gostava quando eles se divertiam. Com isso, foram se entretendo, por algum tempo, até que Manco Ynga, tendo bebido, levantou-se para dar bebida a seu guarda, porque é uso entre eles fazer essa honra a quem gostam muito e deu-lhe de beber. Estando parado, pois tinha lhe dado um copo para que bebesse, voltou-se para tomar outro copo, que segurava uma índia sua, atrás dele, para que Manco Ynga bebesse. Nisso, Diego Méndez, que estava alerta para aproveitar o momento que se lhe oferecesse, como o viu virar as costas para eles, arremeteu-se contra ele com grande fúria e, com uma adaga, deu-lhe uma punhalada por trás, e Manco Ynga caiu no chão, e logo Diego Méndez deu-lhe outras duas, e os índios que ali estavam, todos desarmados, perturbados pelo inesperado, lançaram-se para ajudar Manco Ynga e defendê-lo, para que não o ferissem mais, e os outros espanhóis pegaram suas espadas e se lançaram, também, para livrar Diego Méndez e, apressadamente, correram aos seus alojamentos e selaram seus cavalos, e pegaram seus utensílios, que ali mantinham, carregando tudo o que possuíam, como a pressa o permitiu, tomando o caminho de Cuzco, sem parar em parte alguma, e toda aquela noite caminharam, sem dormir, e como era montanha, não acertaram bem o caminho e andaram desorientados de uma parte a outra, perdidos,  e assim se detiveram."

Segundo Murúa, em seguida, enviaram os capitães e a gente de Manco Inca, que tinham ido prender Caruarayco e Sitiel, dizendo-lhes que Diego Méndez e os outros espanhóis haviam apunhalado o Inca, fugindo para Cuzco, e que deixassem tudo e voltassem para capturar os espanhóis antes que escapassem. Os que foram dizer isso toparam com eles no caminho, que já vinham voltando, trazendo prisioneiros, Caruarayco e Sitiel. Os capitães e as outras pessoas, de cento em cento, os mais valentes e ligeiros se adiantaram, velozmente, e chegaram até onde estava Manco Inca, mortalmente ferido, que ainda não estava morto, e como viram, assim, a seu senhor, com desejo de vingá-lo, deram a volta por onde sabiam que os espanhóis haviam seguido, e no outro dia os alcançaram. Eles haviam entrado em um grande galpão que existia no caminho e estavam descansando, pensando que estavam seguros e a salvo.
Os espanhóis estavam abrigados, mantendo consigo seus cavalos, lá dentro, e os homens de Manco, por não querer atacá-los logo, para que, com o dia, não escapasse nenhum, esconderam-se no monte até que fosse noite fechada. Juntando bastante lenha foram até o galpão e o cercaram e puseram a lenha nas portas para que não pudessem sair e, com palha, atearam fogo. Os espanhóis se levantaram com o barulho e alguns quiseram sair, irrompendo em meio ao fogo, mas foram alvejados e, ali, com seus cavalos, foram queimados.
Então, os homens de Manco voltaram para Vitcos. Murúa conta que, quando soube que todos os espanhóis já estavam mortos, o Inca ficou muito satisfeito, e disse-lhes para não chorar por ele, para que as pessoas da terra não se inquietassem e fizessem um levante, e nomeou por herdeiro a um filho seu, o mais velho, ainda que pequeno, chamado Sayre Topa. E que, enquanto não tivesse idade para reger, os governasse Ato Supa, um capitão "orejón" do Cuzco que estava alí e que era homem de valor, de muita prudência e ânimo para a guerra. Disse-lhes que o obedecessem e que não desamparassem Vilcabamba, porque aquela terra a havia encontrado e fundado com tanto trabalho e suor, que para conquistá-la tantos haviam morrido, defendendo-a com valor.
Assim morreu Manco Inca Yupanqui, filho de Huayna  Capac, e embalsamaram seu corpo segundo seu costume, sem chorar nem dar mostras de tristeza, pelo que ele havia mandado, levando-o a Vilcabamba.


Nas palavras de Titu Cusi Yupanqui, filho de Manco Inca, que também quase foi morto naquele fatídico dia  de traição e morte...

"Depois de haver deixado de fazer guerra, estando quieto com a miséria que acontecia em Viticos, chegaram a deixar entrar sete homens que se encontraram com Gonzalo Pizarro contra o serviço do Rei, e tratava-os muito bem, obsequiando-os muito, e por ganância dessa miséria que no presente eu tenho, se amotinaram e fizeram conspiração, e o mataram traiçoeiramente, e, em mim, deram-me um golpe de lança, e se eu não me deixasse cair alguns penhascos abaixo, também teriam me matado, e depois tivemos paz por alguns dias, onde os índios de Tambo, Amaybamba e Guarocondo levaram de Viticos muitos índios, e por causa disso nós guerreamos com eles." (carta-memoria del Inca Titu Cusi Yupanqui, in Matienzo)

No testemunho de Titu Cusi Yupanqui Inca, filho de Manco Inca, 8 de julho de 1567. (5)

"E disse que pelos maus tratos que fizeram os cristãos a seu pai na época que chegaram à cidade de Cuzco os primeiros conquistadores, como foi Juan Pizarro, que prendeu a seu pai -- que era, então, obedecido como senhor temporal em toda a terra -- sob o pretexto que ele queria rebelar-se com todos os índios do reino, e pediu-lhe por resgate uma cabana* cheia de ouro e prata, e, sendo mentira, para redimir a humilhação, deu-lhe muitas cargas de ouro e prata, e com isso redimiu a humilhação. E então veio Gonzalo Pizarro por corregedor e o levou para a prisão que ele queria rebelar-se de novo, e pediu-lhe outra cabana cheia de ouro e prata e colocou-lhe uma corrente em torno de seu pescoço, e assim o levava pela cidade de Cusco diante de seus súditos, mulheres e filhos, com muitos insultos, e não tendo    [Mango Inga] o que dar para resgatar a humilhação, Hernando Pizarro chegou à cidade de Cuzco como corregedor e ordenou a libertação de seu pai, e depois de soltá-lo pedia-lhe um monte de ouro e prata, dizendo que era por tê-lo solto; e não tendo com que voltar a subornar ao dito Hernando Pizarro e temendo que o mandasse de volta para a cadeia e o molestasse, mandou chamar a todos os capitães e chefes do reino e depois de ter falado com eles se levantou contra o serviço de Sua Majestade na fortaleza de Cuzco, e cada um dos chefes em suas terras. E assim eles mataram muitos cristãos. "(Titu Cusi Yupanqui) (6)

A narração de Titu Cusi Yupanqui sobre tudo o que aconteceu com seu pai, Manco Inca, e a ele mesmo, naqueles fatídicos dias, nos quais os espanhóis "comiam ouro", é a nota triste, perpetuada pelas flautas, que contam, com os sons das montanhas, a tragédia dos Incas - aqueles que, de tão esquecidos, começam a ser considerados uma lenda. As palavras de Tito nos aproximam da verdade e da realidade de tudo o que aconteceu, e isso dói como as punhaladas no corpo do Inca. Não bastava a destruição, era necessário que o Sol fosse extinto.


"E em Pucará, em um alcance que lhe deram, tomaram uma irmã e esposa de seu pai, chamado Coya * Cura Ocllo, a qual levaram a Tambo e alí atiraram nela. E por isso lutou com os espanhóis e matou muitos deles. Depois, retirou-se para a província de Vilcabamba onde, agora, tem o seu lugar principal assento o citado Inca  Titu Cusi Yupanqui. E que, depois, estando ali seu pai retirado, vieram seis espanhóis fugindo do Peru por terem se levantado com Don Diego de Almagro contra o serviço de Sua Majestade, e tendo lhes feito um tratamento muito bom, trataram de matá-lo traiçoeiramente, e assim deram-lhe dezoito golpes com espadas e facões e facas e tesouras; e ao citado Inca Titu Cusi Yupanqui, sendo um menino, lhe deram um golpe de lança nas costelas, e se não se deixasse cair por uns penhascos abaixo, também seria morto. Assim, morreu seu pai dos ferimentos que lhe deram, e os capitães mataram os espanhóis como dito anteriormente, e que por esses agravantes rebelou -se seu pai contra a obediência e domínio real de Sua Majestade. "(Titu Cusi Yupanqui)

"Na época em que os cristãos entraram nessa terra foi preso meu pai, Mango Inca, sob pretexto e acusação de que queria levantar-se com o reino, após a morte de Atagualipa, apenas a fim de que lhes desse uma cabana cheia de ouro e prata. Em prisão lhe fizeram um monte de maus tratos, tanto físicos como em forma de palavras, colocando uma coleira  em seu pescoço, como a um cão, carregando-lhe, de ferro, os pés, e trazendo-o pela coleira de lá para cá, entre seus súditos, interrogando-o a cada hora, mantendo-o na prisão mais de um mês, de onde, pelos maus tratos que, a ele, seus filhos e gente e mulheres, faziam, libertou-se da prisão e veio para Tambo, onde fez confederação com todos os chefes e principais de sua terra ". (7)


"...Foi preso meu pai Mango Inga...
 ... colocando-lhe uma coleira no pescoço, como um cão, e carregando-lhe, de ferro, os pés, e trazendo-o pela coleira, pará lá e pará cá, entre seus súditos... "


1) Lima.
(2) Fernando Montesinos, em Anales del Peru, conta uma outra versão da historia...

"... No ano de 1542 como da batalha de Chupas saíram fugindo oito pessoas, e entraram nos Andes. Um deles era Diego Méndez, irmão do Mestre de Campo Rodrigo  Orgófies. Estes estiveram em companhia do Inga Mango em seu retiro até este momento. Havia mandado que fizessem umas argolas para que jogassem e entretinham-se com isso e a ensinar o Inga como (fazer) correr um cavalo e disparar um arcabúz. Como souberam que Gonzalo Pigarro ia contra o Vice-Rei escreveram a Antonio de Toro que conseguisse dele o perdão para sair de lá, e que o ajudariam no que fosse preciso. Respondeu-lhes, a Diego Mendez e Gomez Pérez, que matassem o Inca, que não só os perdoaria, mas que devolveria a Diego Méndez o Repartimiento de Asángaro que tinha antes. Pedia isso o Antonio de Toro, porque nos Andes tinha uma fazenda de coca que lhe dava cada mita mil pesos, eram três mitas e valiam mais de dez mil pesos por ano, e com a inquietação de Mango estava tudo suspenso e não se fazia nada, e pareceu-lhe que com a morte do Inga tudo voltaria a ser (como antes). Discutem o caso os oito soldados; pareceu-lhes bem a promessa; leram a carta diante de uma negra de Diego Méndez; esta avisou a um "orejón" com quem tratava, este, ao Inca, por três vezes, e não lhe deu crédito parecendo-lhe que a ingratidão não havia de vencer ao bom respeito e fiel amizade. Os castelhanos, vendo que em tanto tempo não havia esperança de que o Inga se convertesse e que a oportunidade de sair daquela solidão era boa, determinaram-se a matar o Inga. Armaram um jogo de argolas (4) na época em que havia enviado sua gente a campear e só ficaram com ele duzentos índios flecheiros dos Andes. Simularam uma diferença de qual argola estava mais perto; o Inga, como fizera outras vezes, aproximou-se do jogo, abaixou-se para medir as argolas; ao baixar-se, puxaram as adagas dos borzeguíns (#) e deram ao gentil muitas punhaladas. Foram depressa até os cavalos do Inga para ir embora, e fugiriam, se um deles, chamado Barba, não tivesse ido até uns jarros de ouro que tinha uma índia amiga do Inga: esta gritou, vendo o trágico acontecimento; acudiram os índios Andes e flecharam e mataram aos oito soldados, tiraram-lhes as cabeças, colocaram-nas junto ao Inga que ainda não havia expirado; em em três dias que viveu, nomeou por seu herdeiro no Império ao filho que tivesse sua mulher e irmã Inio CoUo, e se fosse menina, nomeava como Inga a Saire Topa, seu filho. " (Framentó Instórico. Capitulo 141,)

3) "Bolos" se refere a um jogo que consiste em derrubar, por parte de cada jogador, o maior número possível de "bolos" ou "pinos" lançando uma bola ou peça, geralmente de madeira.

(4) herrón (herrones) - Antigo jogo que consistia em enfiar, em um prego fincado no solo, uns discos de ferro con um furo no centro.

(5) O Inca, Titu Cusi Yupanqui, filho de Manco Inca, assinou em 26 de agosto de 1566 a "capitulação de Acobamba" tratado de paz que estipulou a "vassalagem" de Titu Cusi e instalação de um corregedor em Vilcabamba: Diego Rodriguez de Figueroa. Para apreciar ante o Rei da Espanha os direitos de sucessão de Titu Cusi Yupanqui e seus descendentes, Diego Rodriguez procedeu, em 08 de julho de 1567, a recolher "informação" com os testemunhos do Inca e alguns de seus dignitários e pessoas próximas.
(6) (CAPA INGA TITO CUXI YUPANGUI DOC. 52)

(7) (Carta-Memoria del Inca Titu Cusi Yupanqui al Lic. Matienzo, junio de 1565).



BIBLIOGRAFIA

1) Fray Martín de Murúa, Historia General del Peru.
2) Fernando Montesinos, Anales del Peru.
3) Juan de Matienzo, Gobierno del Peru.
4) Juegos infantiles tradicionales en el Perú. Emilia Romero. Folklore Americano, Lima; Perú.

Para os textos originais em espanhol leia aqui mesmo, no blog:  
http://princesinhadisol.blogspot.com.br/2011/07/manco-inca-juego-de-muerte-en.html