ALBORADA - SAYRI ÑAN

1.17.2011

PAIKIKIN - A CIDADE PERDIDA DOS INCAS - PARTE I


                                    Corazón del corazón, tierra india del Paititi,




                                                                 a cuyas gentes se llama indios:
                                                                 todos los reinos limitan con él, pero él no limita
                                                                 con ninguno.


                                                                 Estos son los reinos del Paititi,
                                                                 donde se tiene el poder de hacer y desear,
                                                                 donde el burgués solo encontrara comida
                                                                 y el poeta tal vez pueda abrir la puerta
                                                                 cerrada desde antiguo,
                                                                 del mas purísimo amor.
                                                                
                                                                 Aquí puede verse el color del canto
                                                                 de los pájaros invisibles.
                                                                                   
                                                                                             (mapa del Paititi)


Durante a época incaica a selva na qual se encontra o rio Amarumayo, hoje chamado Madre de Dios, era chamada Antisuyo e seus habitantes eram chamados Antis ( daí o termo Andes).




Conta a lenda que havia uma cidade ali, a dez dias a leste de Cuzco, fundada pelos deuses e que era irmã gêmea da capital do Império Inca - o nome quéchua Paikikin significa "igual a ".
Segundo essa crença existe, ainda hoje, uma cidade subterrânea, no subsolo, em plena atividade. O senhor de Paititi (chamada assim pelos espanhóis), depositário da sabedoria oculta de uma civilização muito antiga, estaria esperando o momento certo de voltar ao mundo "de fora" para restabelecer a ordem que se rompeu no passado.




Um dos conquistadores espanhóis, Pedro de Candia, lugar-tenente de Francisco Pizarro, foi o primeiro a aventurar-se pela floresta do Madre de Dios, movido pela crença em informações de alcova - procurava uma cidade de ouro chamada Ambaya. Saiu de Paucartambo, no ano de 1538, com seicentos homens, avançando na selva tropical por cerca de 150 quilômetros. No entanto, foi atacado por ferozes nativos que o fizeram retornar a Cuzco.


Desde então, a procura não parou mais. Só nos anos sessenta do século XX, o peruano Carlos Neuenshwander Landa realizou vinte e sete expedições em busca de Paititi, sobretudo na área do Parque Nacional do Manu. Em 1970 três aventureiros, o americano Nichols e os franceses Debrù e Puel desapareceram na zona do Parque Nacional do Manu procurando por Paititi.
Apesar do importante material arquológico relacionado à presença Inca na região, Paikikin, a Cidade Perdida mais famosa do mundo continua sendo um mistério.
Em 1979, o casal franco-peruano Herbert e Nicole Cartagena, guiados pelo peruano Goyo Toledo, descobriram uma localização incaica, situada junto ao Rio Mameria, afluente do Nistron, por sua vez, afluente do Alto Madre de Dios, o que foi relatado em um livro, "The Cartagena's Book - Paititi, dernier refuge des Incas"(1981). Em 1980, Goyo Toledo retornou, a pé, até Mameria, a primeira pessoa a fazê-lo desde a época dos Incas.
Sucessivos estudos, conduzidos pelo explorador americano Gregory Deyermenjian, tem comprovado que Mameria, mesmo não sendo Paititi, era um importante posto avançado incaico, no vale do Rio Nistron, para abastecer de coca o Império.
Gregory Deyermenjian realizou numerosas expedições na região de Pantiacolla, remoto território entre Cuzco e Madre de Dios. Descobriu, estudou e percorreu um antigo caminho inca pavimentado em pedra que, desde a Meseta de Pantiacolla conduz até a selva mas que, ainda não foi explorado completamente.


Em 2001 o arqueólogo italiano Mario Polia descobre, nos arquivos do Vaticano, uma importante carta que faz parte da História Peruana, uma coleção de volumes escritos entre 1567 a 1625. O manuscrito, do qual se desconhece  autor e data, descreve a narração feita pelo jesuita Padre Andrea Lopez  ao Padre Geral da Companhia de Jesus (Claudio Acquaviva, de 1581 a 1615, ou Muzio Vitelleschi, de 1615 a 1645), provavelmente nos primeiros anos do século XVII, e foi enviado ao Papa Clemente VIII. Além de descrever uma cidade que seria Paititi, relata um "milagre" ocorrido lá e a conversão de  pessoas vinda do Reino de Paititi. Sobre estse manuscrito faço uma ressalva, na verdade, deveria escrever um tópico inteiro sobre isso (pode ser lido em sua íntegra em um artigo de Yuri Leveratto (L'interminabile ricerca del Paititi e l'analisi del manoscritto di Andrea Lopez). Chega a ser engraçada a maneira como a Igreja Católica tem conduzido sua religião através dos tempos...
Como Paikikin é um assunto apaixonante e inesgotável, continuarei escrevendo sobre isso. Tenho planos de escrever um livro sobre o assunto, em continuação a um romance que escrevi e, ainda, não publiquei chamado CIDADELA DOS ESQUECIDOS.
Não poderia encerrar este artigo sem falar um pouco de Thierry Jamin, arqueólogo e explorador francês que, há quinze anos busca por Paititi, incansavelmente, a partir de Pantiacolla. Uma nova expedição está a ponto de começar - Inkari 2011. Neste momento ele está de volta a Cuzco, depois de dois meses na França, ultimando os preparativos para essa nova exploração.








¿Dónde está el Inca? - perguntara um espanhol. (Onde está o Inca?)




El Inca, la corona y muchas otras cosas más - respondera - están en la unión del rió Paititi y el rió Pamara (desaparecidos en el tiempo) a tres días del rió Manu. (O Inca, a coroa e muitas coisas mais estão na união do rio Paititi e do rio Pamara (desaparecidos no tempo) a três dias do rio Manu.)






Existe um antigo mapa (acima) feito no século XVII, no museu eclesiático de Cuzco, onde estão desenhados rios e montanhas. Ao redor do mapa se lê:


Corazón del corazón, tierra india del Paititi,
a cuyas gentes se llama indios:
todos los reinos limitan con él, pero él no limita con ninguno.
No centro e acima: Estos son los reinos del Paititi, donde se tiene el poder de hacer y desear, donde el burgués solo encontrara comida y el poeta tal vez pueda abrir la puerta cerrada desde antiguo del mas purísimo amor.
Na parte inferior direita: Aquí puede verse el color del canto de los pájaros invisibles.






*Não sei se é fato ou boato mas, dizem, talvez como parte da lenda moderna, que aviões e helicópteros que se aproximam da área sofrem estranhas avarias e repentinas mudanças de tempo. As fotografias por satétite mostram o lugar sob espessas nuvens.